terça-feira, 7 de novembro de 2017

¡Corriendo con los hermanos, en la preciosa Maratón de Buenos Aires 2017!

Agora que já "gastei" o meu espanhol no título, vamos falar um pouco da experiência de correr na que é considerada a maior maratona da América do Sul, a Maratona de Buenos Aires, que no último dia 15 de outubro completou sua 33a. edição pelas ruas da capital portenha. Do ponto de vista tupiniquim, continua interessante para nós brasileiros, como voos diretos e preços acessíveis, idioma muito próximo ao nosso, clima geralmente ameno e rede hoteleira preparada para o evento, sem deixar a importância de ser uma prova em outro país.


Até onde acompanhei pelas notícias o desenho do circuito utilizado foi alterado para esta edição, e por já ser um conhecedor da incrível experiência de caminhar pelas ruas de Buenos Aires, o trajeto é realmente muito bacana, passando pelos principais pontos turísticos e contemplando todas as regiões mais famosas da cidade.

Largando próximo do Monumental de Nuñez, estádio do time de futebol River Plate, indo em direção à Av. 9 de Julio, tomando o rumo do bairro de La Boca e passando ao lado de La Bombonera, estádio do Boca Juniors, indo em direção à Puerto Madero e depois tomando o rumo de volta à largada e passando ao lado do Aeroparque, uma viagem de 42 Km inesquecível e praticamente plana para os corredores. Detalhe, para os mais de 10 mil corredores que só tinham uma opção nesta prova, a distância oficial da maratona, nada de inflar os números com distâncias menores como os organizadores brasileiros gostam de fazer. Todo mundo ali focado no desafio dos 42.195 metros, ou seja, uma maratona "pura", como ainda nos falta aqui.

Falando um pouco sobre o processo de inscrição, tudo é muito simples, inclusive para o estrangeiro, sendo necessário prestar bastante atenção apenas à menção do documento de viagem que será apresentado para a retirada do kit, pois os brasileiros contam com a possibilidade de viajar para a Argentina portando somente o RG, mas que deve estar em boas condições e ter menos de 10 anos de emissão. Para quem vai de passaporte, atenção se o prazo de validade não é inferior a 6 meses e mais ainda se já existe uma troca programada entre a inscrição e a viagem, pois o número com certeza irá mudar (e você terá que viajar com os 2 documentos neste caso).
O valor é um pouco alto comparado com nossas provas, US$ 80,00, o que dá no câmbio atual um pouco mais de R$ 260,00, mas não é todo dia que você se inscreve numa prova dessas, vale a pena sacrificar umas 2 ou 3 aqui para um evento deste porte. Outro detalhe, muito, muito importante, é a apresentação de um atestado médico que libera o corredor para participar de provas de longa distância e que, acredite em mim, será cobrado e conferido na retirada do kit. Pode ser em português mesmo, não precisa ser no formato indicado pela organização, mas deve ser apresentado, e nos meses que antecedem a prova o corredor será lembrado diversas vezes por e-mails automáticos, ou seja, sem desculpas para quem acha que pode dobrar as regras do regulamento.

Talvez um pouco decepcionante seja a feirinha de retirada do kit, pois apesar de toda a eficiência na
entrega da camiseta, chip (retornável), número de peito e brindes, os stands não ofereciam grandes diferenças do que é por exemplo, a feira da Maratona Internacional de São Paulo. O patrocinador Adidas obviamente dominava o espaço com seus produtos, e os corredores pareciam se divertir mais tirando fotos ao lado dos painéis comemorativos do que fazendo compras. Mesmo assim, tudo muito organizado, apesar de ser uma região próxima da largada, mas com acesso meio complicado. Kit retirado na sexta-feira, logo após instalar-se na cidade, então agora o difícil é ficar parado, pois Buenos Aires é
muito convidativa a longos passeios a pé, o que pode não ser aconselhável para quem já tem 42 Km marcados para o domingo de manhã. Para mim este negócio de ficar de pernas para o ar não funciona, então o jeito é curtir a cidade sem exageros (e isto é possível lá? com tantos cafés excelentes pelo caminho...)

Largada prevista para 07:00 da manhã, corredores agitados no saguão do hotel Dazzler Polo na região de Palermo, apesar do restrito café da manhã oferecido. Encontramos um casal da Cidade Maravilhosa e dividimos o táxi até a largada, que estava a aproximadamente 4 Km, trocando experiências de corrida das
capitais paulista e carioca. Um ponto ruim, que muito lembrou as grandes provas no Brasil foi a pouca oferta de banheiros químicos, com filas de quase meia hora e que prejudicou o posicionamento inicial de muitos corredores, eu inclusive. Partimos com a agradável temperatura de 17 graus Celsius, e o mar de gente era interminável. As largas avenidas de Buenos Aires comportaram a massa de corredores, que em pouco tempo aderiu a seus respectivos ritmos e prosseguiu ordenada e falante, especialmente no idioma português que se ouvia por todos os cantos. Não espere torcida nas ruas nesta prova, ela é praticamente restrita ao trecho final onde amigos e familiares o aguardam. Inclusive pode ser encontrado um pouco de stress no trecho da Av. 9 de Julio, pois muitos pedestres precisam cruzar as largas faixas e é claro, os corredores atrapalham.


Com o sol começando a dar sinal de que iria esquentar o boné dos participantes, a hidratação não poderia estar melhor servida, com água gelada e isotônico Powerade muito bem distribuídos, além de frutas como banana e laranja em diversos pontos. E nada de distribuir gel de carboidrato desconhecido, o que acho uma aberração em provas, pois muito corredor no desespero se arrisca com marcas não testadas nos treinos e prejudica o próprio planejamento. Por falar isso, cometi o erro de perder um dos sachês do gel que havia levado, que se soltou e sumiu na multidão que vinha atrás, porém estava abastecido de outros 3 que seguraram a barra até o final.

(foto devidamente comprada do site Fotorun)

E meus 15 segundos de fama aconteceram na TV portenha quando estávamos próximos do bairro de La Boca, onde um corredor corria e entrevistava os demais à minha frente. Uma corredora com a camiseta da Bolívia corria logo adiante e conversava com um corredor que apontava uma câmera de esportes, e eu logo fiquei atrás da dupla. Sem saber, aquele corredor-reporter era Daniel Campomenosi, do programa Buenos Aires en Carrera, do Canal de la Ciudad. No vídeo abaixo, muito bacana, próximo ao minuto 27:00 é possível ver o ser desajeitado aqui correndo logo ao lado, tomando um copo de isotônico.



Tudo ia bem, porém como já previsto eu iria diminuir um pouco após o Km 28, porém o ritmo caiu mais do que deveria. Minha meta era
fechar abaixo de 4 horas, mas o relógio oficial final cravou 04:10:00 no tempo líquido, ainda assim meu melhor tempo desde que enfrentei a distância de 42 Km pela primeira vez.

Lindíssima medalha, e olha aí organizadores brasileiros, uma medalha envernizada é algo para a vida toda do corredor! Sobre a medalha conversamos depois, sem fazer contas ela acabou sendo comemorativa de minha 250a. linha de chegada, por isso ganhará um post especial sobre o assunto.


O mundo oferece muitos destinos para correr, inclusive com preços próximos desta prova, mas este é um evento que dá vontade de voltar, por sua organização, belíssima cidade, percurso agradável e especialmente pela massa de corredores que está sempre ao redor.

domingo, 3 de setembro de 2017

Maratona de Floripa, linda, fria e boa para recordes pessoais

Parece que foi ontem que fiz minha primeira maratona... e quando cheguei em casa moído e descobri que a resistência do chuveiro havia queimado! E agora, depois de 8 anos desde este dia, no último 27/08, e de forma absolutamente irresponsável, termino minha 20ª participação na distância dos 42.195 metros, com um recorde pessoal que não foi nada fácil de alcançar para o meu nível de treino e condicionamento físico: 04:14:38. Lá vamos nós de novo, a mesma discussão: esta foi a de número 20 ou 21? Afinal, no Ironman tem uma maratona em distância oficial, então... triatlo é outra coisa, Ironman mais ainda, então é 20, este é o número e pronto!

Eu gostaria de entender porque vendem a Maratona de Floripa, antiga Maratona Caixa de Santa Catarina, como sendo “plana”, afinal,
as elevações são leves, mas estão lá, basta olhar o perfil altimétrico do evento. E para completar, muitas das curvas na belíssima Av. Beira Mar Norte são no estilo “tombo”, ou seja, com caimento para um dos lados da pista, já que o limite de velocidade dos automóveis neste trecho é 80 Km/h. Mas é claro, comparado com a Maratona de São Paulo, ou a de Curitiba, sim, ela é bem plana, o que favorece o estabelecimento de melhores marcas. Absolutamente sem poluição, porém com ventos que hora ajudam e hora atrapalham o corredor, grande parte do percurso é pela orla, porém com um trecho bem chato em direção ao aeroporto e passando pelos túneis.

Porém o mais complicado, tanto para novatos quanto experientes, é o trecho final, pois ao passar pelo Km 32, ao seu lado estará a chegada, e este ano o organizador ainda colocou um placa informando que ainda faltavam 10 Km para completar a “sua” maratona. Muita gente desanima e caminha, eu mesmo já passei por isso há dois anos atrás, quando vinha em um ritmo bom mas “quebrei” ao ver que teria que fazer de novo boa parte do trajeto. O segredo: neste ano fui preparado, afinal, 10 Km é só um treininho de final de semana, e quantas vezes não repetimos o mesmo percurso?

Falando um pouco da organização, a retirada do kit aconteceu em uma loja e esportes no shopping center que fica a menos de 1 Km de largada, e você já sabe que eu defendo esta ideia de que o corredor que chega fácil até a largada chega também sem esforço à retirada do kit, ou seja, ponto positivo. Camiseta, sacolinha e brindes, além de chip e número de peito, agora é bater perna sem forçar na deliciosa Florianópolis.




e até provar um pouco das opções de fontes de carboidratos da região (sem exagero, é claro) ...


A largada estava prometida para as 06:45 mas passou um pouquinho, mesmo assim com um vento frio e temperatura perto do 17 graus, excelente para correr. Boa dispersão na larga avenida e
cada um pegou seu ritmo sem atropelos. Alguns pontos afunilaram mais à frente para não travar o trânsito, mas sempre com boa fluidez. No Km 14 passamos novamente pela largada, onde as 08:00 partiram os corredores de 5 e 10 Km, e seguimos para o centro e sul da ilha. A prova também contava com um revezamento de duplas, o que é ótimo em uma maratona, pois o corredor de 21 Km está em um ritmo mais forte que o de 42, e isto puxa um pouco o ânimo dos mais lentos, como eu.

Hidratação muito boa, uma pena o patrocinador de isotônico (que não vou citar o nome) ter sido bem muquirana e colocado apenas 1 ponto de abastecimento, além de dar somente 1 copo na chegada, o que gerou filas após o recebimento da medalha. Do ponto de vista de organização, só uma falha, no retorno da maratona no Km 37 o voluntário não direcionou os corredores e dividiu em 2 faixas de retorno, uma a cada lado da que estava indo, ou seja, na volta muitos precisavam cruzar o percurso, o que poderia ter causado algum acidente desnecessário.


E aí está, o pangaré finalmente conseguiu correr uma maratona como ela deve ser corrida... com a faca nos dentes!



Recomendação e agradecimentos ao excelente hotel Castelmar, muito próximo da retirada do kit e da largada e que presenteou os maratonistas hospedados com um café da manhã (completo!) desde às 04:30 da manhã, uma hora mais cedo que seu horário normal.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Prova de 5 Km: De volta ao lar...

Um corredor de elite – que não é nem de longe o meu caso – completa 1 Km de uma prova curta em menos de 3 minutos. Mesmo com toda esta velocidade, se ele estivesse a 1 Km do dispositivo internet mais próximo ao abrir as inscrições da Corrida da Cidadania Etapa Santana, não conseguiria chegar a tempo de se registrar para a prova. Quase foi o meu caso, mas como estava apenas à um clique de distância, consegui colocar meu nominho na lista e participar da categoria que é praticamente a porta de entrada para o mundo das corridas de rua, os tais 5 Km. Como eu sou ponto fora da curva para quase tudo, minha primeira prova lá em 2006 foi de 6 Km, não por opção, mas era a com a data mais próxima e resolvi enfrentar. Hoje eu fico caçando meias e maratonas nos calendários, e provas menores acabam passando sem muita intenção pelo meu radar, mas esta tinha dois diferenciais: meu percurso de corrida de todo domingo de manhã e... grátis.

O circuito de corridas da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo (SEME) já foi bem extenso, com provas espalhadas por toda a cidade e mais de um evento por mês, porém a tal crise chegou ao esporte também e o jeito de alguns anos para cá foi aglutinar as subprefeituras patrocinadoras em eventos regionais, sendo que para a Zona Norte esta de Tucuruvi/Santana ocorre nas imediações do Aeroporto Campo de Marte. Saindo de dentro da base
aérea, a prova toma o rumo plano da Av. Braz Leme e volta por ela mesma, permitindo sentar a bota e aproveitar a altimetria constante. Levando o nome do Batalhão Humaitá da Polícia Militar, a Tropa de Choque, na arena da prova ainda eram exibidos diversos equipamentos da corporação e ainda teve a participação da tropa correndo e entonando seus hinos de treino.

Chamou a atenção o fato da prova ser organizada pela Iguana Sports, que possui sistema muito bom e fácil de inscrições, além de toda eficiência nos comunicados e protocolos de retirada de kits (na verdade um número de peito apenas, mas com validação de chip). Apesar de não ter nenhuma bugiganga no "kit" (e quem precisa de mais tralhas?), a empresa teve
uma sacada muito boa ao colocar alguns de seus rescaldos de outras corridas a preços módicos, como bonés a R$ 5,00 e camisetas de outras provas a R$ 10,00, o que fez a alegria dos corredores que não queriam sair de mãos vazias. Excelente ideia, a empresa lucrou, e quem queria gastar, gastou.

Quanto à prova, nenhuma reclamação, apenas elogios, pois mesmo gratuita estava muito bem organizada, com kit de guloseimas ao final, camiseta e medalha. Excelente dispersão na arena, pois a área da
Aeronáutica disponibilizada era bem servida. Contudo, o vento gelado não motivava os corredores suados a ficar muito tempo batendo papo no local. Foi o meu caso, que como estava a uns 6 Km de casa, resolvi aproveitar mais um pedaço da manhã para treinar e voltar correndo, como faço todo final de semana na região.

Parabéns ao organizador pela ótimo trabalho, à Prefeitura pela iniciativa (precisa ter mais, viu?) e ao Batalhão Humaitá pela presença e segurança que proporcionou a todos.

E como não poderia deixar de ser, depois de tanto tempo sem correr 5 Km, novo recorde pessoal na distância... 26:40

domingo, 18 de junho de 2017

7a. Meia Maratona Pague Menos Campinas... ótima!

Já não é de hoje que o conceito de viagem+corrida faz parte do meu planejamento e de mais uma legião de corredores, melhor ainda quando a viagem não sai muito caro, é perto e a corrida é acaba sendo melhor do que se esperava. Apesar da cidade de Campinas não ser um destino muito turístico, a região é bonita, agradável, de fácil acesso e recebeu no último dia 11 a 7a. Edição da Meia Maratona Pague Menos, patrocinada pela rede de supermercados que dá nome à prova. Cansado de ver sempre as mesmas opções no calendário e precisando esfriar um pouco a cabeça, a opção mostrou-se viável e lá fui conferir a cidade e a corrida.

Um item que continuo achando absurdo nas provas do interior é a impossibilidade de retirar o kit no dia do evento, mesmo que fosse somente para os que apresentassem comprovação de que não são da cidade. Preferi passar o
final de semana no local, mas caso não fosse possível teria que abortar a participação por não ter ninguém que pudesse retirá-lo na véspera. Caros organizadores, com a melhor das intenções, por favor pensem no assunto. Chegando na cidade, fui direto à loja da rede de supermercados para retirar o kit, tudo bem organizado e rápido, indo depois para a região central onde fiquei hospedado próximo da largada/chegada. Pelo menos, um ponto positivo é a farta rede de hotéis na região da corrida, o que favorece a hospedagem de quem vem de fora.

Tudo bem no horário no dia do evento, corredores concentrados na praça em um frio de 7 graus Celsius, mas com um céu sem nuvens, que prometia muito sol em breve. Como já era de se esperar,
Campinas não é uma cidade plana, e o sobe e desce começou cedo para os percursos de 6, 10 e 21 Km. Excelente hidratação com água em garrafinhas e ótima distribuição, sem aquelas tradicionais muvucas de corredores parando em cima do staff quando as coisas estão desorganizadas. Apesar de seguir por muitas ruas centrais, o percurso praticamente contorna o Parque Portugal com vista para a Lagoa do Taquaral, para quebrar um pouco da monotonia da paisagem. E mais sobe e desce, é claro.


Este aqui, ainda se recuperando de uma traqueobronquite (irresponsável, eu sei), fechou os 21 Km em 02:00:28, tendo em boa parte do percurso a companhia do colega William de São Paulo, que também encarou a viagem
para correr novamente a prova. Ao final, boa dispersão e uma segunda camiseta no kit, mas com controle de lista de retirada para não favorecer os pipocas de plantão. Parabéns organizadores, esta prova passou a fazer parte do meu calendário pelo excelente padrão de qualidade, com certeza voltarei em edições futuras.

Agora, depois de correr 21 Km, quero ver você fazer um regenerativo no pedalinho da Lagoa do Taquaral...

Dá-lhe pernas!


sábado, 22 de abril de 2017

Ué, cadê o blogueiro que estava aqui???

Posso te garantir o seguinte:

1 – não morreu
2 – tem estado bem ocupado
3 – continua correndo, e bastante!

Então, porque sumiu? Na verdade é a soma do motivo 2 + motivo 3 que estão complicando a minha vida no gerenciamento deste querido blog. Não, ele não está abandonado, apenas preciso de um tempo para tocar outros assuntos e dedicar um pouco mais aos treinamentos (e menos à provas). O fato é que recentemente poucas corridas justificavam que eu abrisse a carteira, ou melhor, digitasse os números do cartão de crédito na tela de inscrição de corridas, seja pelos preços ou pela falta de provas diferentes. E se é para ficar com as provas tradicionais, que eu não dispenso em alguns casos, não tinha muito o que acrescentar aos leitores, então resolvi continuar meu treinamento para quem sabe, daqui a algum tempo, ter uma daqueles estórias sensacionais e absurdas do tipo que eu já contei aqui.

E o treinamento neste primeiro trimestre do ano não foi nada fácil, foram mais de 600 Km pelas minhas contas (ou melhor, planilhas) que tinham como alvo a Maratona de São Paulo, mas que infelizmente não conseguiram cobrir tudo o que precisava para o desafio de baixar o tempo. Cenas do próximo capítulo, ou melhor, leia mais abaixo. Fora isso, teve musculação, natação e outras modalidades para não enferrujar os grupos musculares errados. Para completar, uns 5 Kg a menos, o que é pouco, dada a carga de treinos.


Então vamos falar um pouco das três provas que participei neste trimestre, um resumo, já que vários textos anteriores já abordaram outras edições e, sinceramente, pouca coisa mudou neste ano para os eventos. A propósito, corrida de rua tem todo final de semana, mas “pipocar” não é comigo, vou só quando estou inscrito, por este motivo a seleção a dedo das provas que participo.

Meia Maratona Internacional de São Paulo 2017: todo ano eu digo que “não vou” ou “depois resolvo” e sempre acabo fazendo inscrição. Igualmente jamais me arrependo, apesar das mudanças de percurso que a prova sofreu ao longo dos anos, culpa exclusiva das más administrações públicas da cidade, que permitem a profilefaração de áreas perigosas na região central, a prova continua muito bem organizada e abastecida. Com seus percursos de 5 e 21 Km, a altimetria não é das mais fáceis, e para completar o evento costuma cair no dia do fim do horário de verão, aquela preocupação besta de perder a hora para acordar e uma hora a mais de sol na cabeça. E que sol, derreti e perdi o ritmo, fechando em 02:24:36, péssimo tempo, mas nem todo dia estamos bem para correr.

18ª Meia Maratona Internacional da Cidade de SP: a prova continua com as características de ser plana e em época fria, com largada bem cedo, a mudança veio por conta da largada, que deixou de ser na Cidade Universitária e foi para o Jóquei Clube. Quem foi de carro perdeu a comodidade de estacionar perto da largada/chegada, pois as opções são poucas no novo local, mas o percurso permanece com sua característica de velocidade. Este aqui, irresponsável como não poderia deixar de ser, a uma semana da Maratona de São Paulo resolveu jogar tudo para o alto e pisar fundo no acelerador, terminando os 21 Km em 01:57:34, recorde pessoal, finalmente, na distância que mais gosto.


Maratona de São Paulo 2017: era para ser um daqueles dias perfeitos, mas não foi. Tudo ia bem até a metade, meu planejamento em ordem e eu mantinha um ritmo acima do esperado, assim teria uma “reserva de tempo” se diminuísse muito. E aconteceu mesmo, após o Km 21 tive um superaquecimento, apesar do clima não estar tão quente assim, mas não teve jeito, precisei andar em vários trechos. Sabe o pior de tudo? Era a cabeça que não estava legal (lembra do motivo 2?) e eu tive uma espécie de “quebra mental” no percurso. Acabei fechando em 04:48:57, muito acima do que esperava, mas ainda meu 2º. Melhor tempo nesta prova, que não é das mais fáceis.

Mesmo sem provas no radar até a SP City Marathon em Julho, a qual será apenas um treino para as demais, vou tentar trazer alguns assuntos aqui de vez em quando.

Afinal, o blog não acabou, está só se recuperando (junto com o blogueiro).

(as fotos de chegadas da Meia e da Maratona de São Paulo foram disponibilizadas pela organização da prova em parceira com o portal MídiaSport; já a foto da Meia Maratona da Cidade de SP foi gentilmente enviada por e-mail pelo site Ativo... mais um motivo para não "pipocar" em provas por aí!)